BRASIL

Vereador abre caixão com facão para provar que homem não morreu de Covid

O lacre no caixão revoltou o vereador, que contestou o procedimento adotado pela Prefeitura.

27/04/2021 - 09:04

O vereador William Faria (PT), de Santa Bárbara do Leste, em Minas Gerais, chocou os moradores de sua cidade nesse domingo (25), quando usou um facão para abrir um caixão lacrado, com o corpo de um homem de 92 anos, que morreu depois de apresentar os sintomas da COVID-19. O vereador alega que o homem não morreu por COVID-19 e sim por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O lacre no caixão revoltou o vereador, que contestou o procedimento adotado pela Prefeitura de Santa Bárbara do Leste, alegando que o idoso merecia um funeral digno, e não ser sepultado envolvido em plásticos.

O rompimento do lacre do caixão foi filmado e o vídeo postado nas redes sociais do vereador. O vídeo ganhou muitos compartilhamentos e foi visto por policiais civis, que agora estão investigando o vereador por crime de Infração de Medida Sanitária Preventiva (Art. 268 do Código Penal).

De acordo com a Polícia Civil, o fato de o atestado de óbito atribuir a causa da morte à síndrome respiratória e não por COVID-19, se deve à espera do resultado do exame RT-PCR, que vai determinar se a COVID-19 foi a causadora da SRAG.

O procedimento adotado para lacrar o caixão foi correto, de acordo com a Polícia Civil, porque o homem apresentava os sintomas clássicos da COVID-19 e, neste caso, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde determinam o procedimento.

A Prefeitura de Santa Bárbara do Leste lamentou e informou que o fato é de total responsabilidade do vereador. “Ele chamou ao cemitério uma representante da Vigilância Sanitária que ficou sem ação diante do fato, pois, quando chegou ao local, o caixão já havia sido aberto. E, por pressão do vereador, a funcionária ficou sem ação e concordou com ele com relação ao enterro. Porém, a definição de protocolos referentes a funerais cabe ao estado e não ao município”, informou a prefeitura, em nota.

Fonte | Estado de Minas

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